SARGS comemora 53 ANOS

No dia 13 de junho, a Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul (SARGS) faz aniversário. Há 53 anos, a entidade congrega e representa os médicos anestesiologistas que exercem a especialidade no Rio Grande do Sul. Sua história é marcada por seriedade, união e capacidade organizacional. Desde o princípio, a entidade mostrou atender constante e firmemente as diretrizes de seu estatuto, tanto na difusão de conhecimentos, como na união de seus membros nas lutas em defesa de suas prerrogativas.

Em 1943, Porto Alegre tinha apenas quatro hospitais: a Santa Casa, o Beneficência Portuguesa, o Hospital São Francisco e o Hospital Alemão. As condições médicas, na época, eram precárias e não havia anestesia. Na verdade, em todo o país estes especialistas eram encontrados apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Foi neste ano que Flávio Kroeff Pires decidiu aprender as novas técnicas e dedicar-se à anestesiologia. Rumou para São Paulo e Rio de Janeiro e, no seu retorno, em 1945, organizou o serviço de Anestesia do Hospital Pronto Socorro. Ele foi o primeiro médico a dedicar-se, exclusivamente, à anestesia no Rio Grande do Sul.

A pretexto de apresentar um tema científico, o médico convidou um pequeno grupo de colegas que se dedicavam à anestesia para uma reunião no recém inaugurado anfiteatro da Maternidade Mario Motta, no dia 13 de junho de 1950. Na ocasião, criaram a Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul. Compareceram e assinaram a Ata de Fundação os sócios fundadores Ruy Gaspar Martins (presidente da sessão), Sérgio Beirão, Affonso Fortis, Flávio Kroeff Pires, Lafayette de Freitas Brandão, Paulo Cruz Maya, Paulo Henrique Leggerini Pereira, David de Azevedo Gusmão, Lauro Schuck e Telmo Kruse.

O anestesiologista Paulo Leggerini Pereira recorda muito bem esta reunião e não esconde o orgulho de ser parte atuante desta história. Conta que na segunda reunião extraordinária elegeram a primeira diretoria, definiram o valor da mensalidade e discutiram o Estatuto.
Naquele tempo, a anestesia era aplicada por qualquer um, com máscaras metálicas, chamada Ombrédanne. “Ainda estudante assisti os pacientes serem anestesiados por enfermeiras, freiras ou estudantes, sem a menor noção. Em face disso, resolvi me dedicar à anestesia”, destaca, Dr. Pereira.

Existia a necessidade de uma entidade que representasse estes especialistas. A SARGS foi criada com este objetivo. Além de representar os profissionais do Estado, a entidade regulamenta padrões de comportamento ético da categoria e estimula o aprimoramento de pesquisa através de avaliações e trabalhos realizados juntamente com os Centros de Ensino e Treinamento - residências médicas na área.

Um ano após a criação da SARGS, foi fundada a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), que resultou da fusão de várias sociedades médicas. “Em 1951, passamos de SARGS, para Departamento de Anestesiologia da AMRIGS”, conta o anestesiologista.

A SARGS é a regional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e, como as demais em todo o País, é filiada a esta entidade. A SBA é a segunda sociedade do mundo, na World Federation - órgão mundial que congrega todas as sociedades de anestesiologistas dos principais países do mundo. A primeira é a sociedade americana. A atuação da entidade junto à SBA sempre foi de fundamental importância. O primeiro presidente gaúcho da entidade foi Flávio K. Pires. O Dr. Paulo Pereira foi o terceiro, em 1964. “Durante minha gestão, fortaleci os membros da SARGS dentro da SBA, com o intuito de projetar a entidade daqui para o centro”, conta.

Em 1960, o anestesiologista foi presidente da primeira Jornada Sul-Brasileira de Anestesiologia, a Josulbra. “Nos encontrávamos isolados dos movimentos nacionais. Por isso, decidimos criar a nossa jornada”. A Josulbra fortaleceu as três entidades do Sul do país: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Durante a primeira Josulbra, os participantes se hospedaram no Hospital Ernesto Dorneles, que estava para ser inaugurado”, recorda. “Foi uma sensação! Os médicos é quem foram hospitalizados”, brinca.

A SARGS estimula o desenvolvimento e o aprimoramento da cultura técnica e científica, fomentando e desenvolver o intercâmbio científico e associativo com entidades afins. Organiza e patrocina as atividades científicas e, a cada três anos, a Josulbra. As sucessivas diretorias realizaram um trabalho que angariou significativa consideração por parte das demais especialidades médicas, em muitos momentos, sendo utilizada como ponta de lança nas lutas em defesa da classe médica. Hoje, a entidade reúne uma média de 600 anestesiologistas.

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