agosto de 2003

Câmara Técnica de Anestesiologia apóia profissionais

É importante o anestesiologista saber que no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) existe um grupo de médicos voltados para analisar os problemas da área, não só da ética médica, mas do exercício profissional. São as Câmaras Técnicas, que examinam e emitem pareceres sobre expedientes, denúncias e consultas O anestesiologista Marcos Sperb Bicca da Silveira fala sobre a Câmara Técnica de Anestesiologia em entrevista a equipe editorial da SARGS.

Equipe editorial: Quando foi criada a Câmara Técnica de Anestesiologia?
Marcos Sperb Bicca da Silveira: A Câmara Técnica de Anestesiologia foi criada em 2002. O trabalho é desenvolvido por um grupo de médicos que orienta os profissionais sobre técnicas e tratamentos no âmbito da especialidade.

Equipe editorial: Qual é o trabalho aplicado pela Câmara?
MSBC: Muitas vezes, o Cremers recebe processos de profissionais com especialidades específicas. Para dar continuidade aos casos apresentados, conta com o apoio das Câmaras Técnicas. Revisamos as normas estabelecidas pelo Cremers. Acredito que a normatização e o estabelecimento de padrões e critérios para a atuação em hospitais e clínicas proporciona diversas vantagens ao exercício da profissão. Além disso, possui um papel importante na orientação dos processos médicos, caso a atuação do anestesiologista tenha sido contestada por quaisquer motivos. Procuramos orientá-lo do ponto de vista da especialidade, sempre que estejam envolvidos em algum tipo de processo, seja ético ou prático. Não deixa de ser uma defesa do médico.

Equipe editorial: Como funciona a Câmara Técnica de Anestesiologia?
MSBC: Todos os casos apresentados à Câmara são estudados e pesquisados, pois a orientação deve seguir o Código de Ética Médica. Considero um trabalho detalhado. Integro o Conselho, junto com os colegas Luiz Ângelo Bortolon, Clovis Basso, José Vicente Prado Pereira e Márcio Pizzato. Procuramos nos reunir no mínimo uma vez por mês para analisar as questões. Hoje, atendemos colegas de todas as regiões do Estado.

Equipe editorial: Quais são as principais dúvidas apresentadas pelos anestesiologistas à Câmara?
MSBC: As perguntas mais freqüentes são em relação às responsabilidades do pós-operatório. A Câmara Técnica possui uma atuação bastante interessante, à medida que nos deparamos com situações diferentes, aos quais não estamos acostumados. As dúvidas surgem de profissionais de todas as regiões do Estado. Indagam como o médico deve se comportar diante de alguma situação. Ou, se ele não quis realizar a anestesia, por achar que não tinha condições e o hospital o recrimina por isso, também pede o nosso apoio. Analisamos as clínicas e os hospitais, verificando se o local dispõe do material necessário para o exercício da profissão. A responsabilidade do profissional é pessoal e intransferível. No entanto, abordamos até que ponto ele pode ser pressionado a trabalhar em más condições, com dificuldades de material.

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