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novembro de 2007
Anestesiologia no contexto das profissões
Para o anestesiologista Dr. Martinho Álvares da Silva, ter uma vida associativa é fazer parte de uma engrenagem na qual a especialidade de anestesiologia está no contexto das profissões. Ele que já foi presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e presidente da Cooperativa dos Anestesiologistas de Porto Alegre (COOPA) e atua há mais de 30 anos na área, afirma que a melhor motivação para ter uma vida associativa rica e participativa é ter o objetivo de uma categoria mais reconhecida no mercado.
Equipe Editorial - Como foi a sua vida associativa, quando ela iniciou e em quais aspectos ela lhe influenciou?
Dr. Martinho Álvares da Silva - Iniciei minha participação na SARGS, quando ela era ainda o querido Departamento de Anestesiologia da AMRIGS, em 1972. Desde essa época, já acreditava ser o associativismo médico o melhor mecanismo de promoção do exercício profissional, sensu lato, ou seja, poder participar dando os meus palpites e sugestões, sentindo-me uma peça dessa maravilhosa engrenagem que é a anestesia no contexto das profissões.
Equipe Editorial - Para o senhor, qual a importância da SARGS e do associativismo?
Dr. Martinho Álvares da Silva - A SARGS tem por objetivo congregar os anestesiologistas do RS, promovendo os aspectos científico, econômico e político da profissão de anestesiologista. É fundamental a participação de todos os colegas para que a SARGS possa realizar essa missão. Sempre tive bem claro na minha vida associativa a necessidade de nos agregarmos a uma entidade forte, pois, sem dúvida alguma, a anestesiologia é uma especialidade no qual o anestesiologista, isoladamente, por depender de chamados ‘terceiros’, é bastante frágil.
Equipe Editorial - Na sua opinião, qual é a importância das atividades associativas para a evolução da especialidade em anestesiologia? Por quê?
Dr. Martinho Álvares da Silva - O somatório de nossas fragilidades pode ser a razão da nossa força. Lembremos da fábula do junco e do carvalho - no temporal o junco é mais flexível e reunidos num feixe, pode ser mais resistente que o carvalho. É assim que sinto o movimento médico frente a esse momento tormentoso que já dura mais de 30 anos. Posso mesmo sentir ser a crise médica um estado permanente.
Equipe Editorial - Quais são os resultados que o senhor obteve na sua profissão devido a sua atividade associativa?
Dr. Martinho Álvares da Silva - Durante o tempo em que trabalhei diretamente na SARGS e depois na AMRIGS, reforcei a idéia da força da união e da necessidade de participação de todos no movimento médico. Ganhei, pessoalmente, algumas coisas. Aprendi a conviver com pensamentos e posições políticas ou profissionais diferentes das minhas e a respeitar seus formuladores como colegas honrados
Equipe Editorial - Como as pessoas podem se motivar para ter uma vida associativa? E como entidades, como a SARGS, podem incentivar isso?
Dr. Martinho Álvares da Silva - A melhor motivação para ter uma vida associativa rica e participativa é termos o desejo e o objetivo de querer ajudar a construir uma especialidade justa e reconhecida pela sociedade. Cabe a SARGS saber identificar as situações críticas da especialidade e levantar a bandeira da boa e justa luta profissional. O colega espera da SARGS ação e luta.
Enfato Comunicação Empresarial
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