junho de 2007

Anestesiologista destaca a importância do associativismo na vida profissional

Formado em medicina desde 1950, Dr. Renato Metsavaht, atua na área há 57 anos. Ele já fez muito pela anestesiologia gaúcha e brasileira. Foi presidente da Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul (SARGS) e, posteriormente, da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), inclusive foi ele o responsável pela sede da entidade, no Rio de Janeiro. Em entrevista para o Informativo Virtual, Dr. Renato explica o quanto o associativismo é importante para a formação de um médico e o retorno que isso trouxe para sua vida profissional.

Equipe Editorial - A SARGS completa neste mês 57 anos. Na sua opinião, quais foram as principais contribuições da entidade para a anestesiologia?
Dr. Renato Metsavaht
- Em primeiro lugar, a união dos anestesistas na defesa dos interesses da classe, no fortalecimento das relações e da amizade entre colegas promovendo a concórdia e congraçamento entre as diversas equipes. Em segundo, os notáveis Congressos realizados, as numerosas Jornadas, entre as quais me lembro da espetacular 4ª Jornada Sul Brasileira realizada em Caxias do Sul, em 1966, com mais de 150 participantes - para a época, um número semelhante ao dos Congressos Brasileiros - inclusive, do Uruguai, Argentina e Paraguai, além dos colegas do Rio, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia.

Equipe Editorial - Quais são os resultados que o senhor obteve na sua profissão devido a sua atividade associativa junto a SARGS?
Dr. Renato Metsavaht
- A troca de informações e conhecimento de novas técnicas e novos produtos muito me auxiliaram no aperfeiçoamento de minha atividade como anestesista e o cargo de presidente da SARGS na década de 60 foi extremamente proveitoso no sentido de conhecer não só os colegas de Porto Alegre, mas também os colegas do interior do Rio Grande do Sul e de outros estados, especialmente Rio e São Paulo

Equipe Editorial – Qual a sua opinião sobre as ações que estão sendo realizadas para aproximar ainda mais o sócio da entidade?
Dr. Renato Metsavaht
- Eu penso que a SARGS já está fazendo muito, mas precisa incentivar os associados a comparecer nos Congressos Brasileiros com apresentação de trabalhos, participação em mesas redondas, conferências etc, pois aqui no Rio Grande do Sul temos anestesistas com muita capacidade, cultura e conhecimentos e com desenvoltura para bem representar a anestesia gaúcha. As apresentações gaúchas nos Congressos têm sido brilhantes na qualidade, mas pobres em número.

Equipe Editorial - Em quais aspectos o associativismo contribui para a valorização da profissão de médico anestesiologista?
Dr. Renato Metsavaht
- A cultura, conhecimento, prática, educação e, principalmente, ética contribuem para uma maior valorização do médico anestesiologista não só junto aos colegas de especialidade, mas aos cirurgiões e outros que solicitam nossos serviços e, especialmente, o paciente. O associativismo, além do estudo, sem a menor dúvida, contribui para melhorar, mas a base de tudo é a educação e boas maneiras e condutas que se aprendem, desde o berço, com uma família bem estruturada.

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