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dezembro de 2006
O futuro da vida associativa
Como este é o último Informativo de 2006, a equipe editorial da SARGS resolveu abordar o seguinte tema: o associativismo. O anestesiologista e diretor científico da SARGS, Dr. Roges Francisco Kulczynski, que possui 38 anos de vida associativa, fala sobre a importância do tema e quais são as perspectivas para o futuro. Acompanhe aqui a entrevista exclusiva sobre este tema.
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Dr. Roges Francisco Kulczynski
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Equipe Editorial – Há quanto tempo o senhor atua na área associativa?
Dr. Roges Kulczynski - Se nós considerarmos vida associativa com atividade em grupo, atuo desde que entrei no ginásio científico. Eu participava dos grêmios estudantis, na faculdade nos centros acadêmicos e, depois de formado, sempre participei da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) e quando voltei para Porto Alegre iniciei na SARGS. Sou sócio da SARGS desde 1973, quando voltei para Porto Alegre, pois fiz minha formação em anestesiologia no Rio de Janeiro, durante 5 anos. Quando voltei me associei de imediato a SARGS.
Equipe Editorial - Na sua opinião qual a importância da SARGS e do associativismo?
Dr. Roges Kulczynski - Com certeza a SARGS teve mais importância na vida associativa, quando ela podia tomar atitudes, inclusive sob o ponto de vista de defesa econômica. Hoje, por uma posição da SARGS, isso só pode ser feito pela Cooperativa. De qualquer maneira a SARGS, e também a SBA, tem uma grande importância, porque na realidade estas duas entidades que formam o corpo de anestesiologistas e que atualizam, do ponto de vista técnico-científico, o especialista. Sem esta especialização e atualização praticamente não temos condições de exercer a especialidade. Essa é a grande importância. Além do fato, obviamente, que todos nós unidos temos mais força.
Equipe Editorial - Quais são as perspectivas do anestesiologistas em relação ao associativismo?
Dr. Roges Kulczynski - Parece incrível, mas as perspectivas não são boas. Hoje, cada vez mais, os colegas estão desinteressados da vida associativa. Provavelmente, por dificuldades no exercício da profissão, as pessoas estão mais empenhadas no trabalho. Se trabalha bem mais e se recebe menos do que alguns anos atrás. Isso faz com que o pessoal praticamente esqueça da importância de participar da vida associativa. Então, eu vejo isso com uma grande preocupação. Esta diminuição de interesse dos colegas mais novos em relação à vida associativa.
Equipe Editorial - Como era a vida associativa no passado, no presente e como será no futuro?
Dr. Roges Kulczynski - Eu estou há 38 anos na SBA, posso dizer que pode-se observar que no passado os colegas participavam mais da vida associativa, participavam ativamente da SBA e da SARGS. Com um interesse maior da comunidade. No presente, infelizmente, nota-se que a participação é somente quando existe uma situação de interesse de pequenos grupos ou de indivíduos, quando existem situações de dificuldade relacionadas ao mercado.
E em relação ao futuro, a única saída será os anestesiologistas e médicos gerais se unirem através de suas ações, ou serão engolidos pelo mercado. Pois hoje, cada vez mais, se trabalha numa carga horária maior, para ganhar cada vez menos. Somente a nossa união, a vida associativa pode resolver isso. Caso contrário, o futuro será negro.
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