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outubro de 2006
Entrevista com o presidente da SBA, Dr. João Aurilio Rodrigues Estrela
“Seja um ser associativo”
Equipe editorial: Qual é a importância, na sua opinião, do dia do anestesiologista? Qual a sua avaliação sobre a situação atual da categoria, principalmente quanto a união?
João Aurilio Rodrigues Estrela: Este dia torna-se importante por marcar o dia que foi um dos maiores avanços na medicina – o surgimento da anestesiologia. Em especial em ter possibilitado avanços das técnicas cirúrgicas. Quanto a união, esta é uma virtude que sempre prevaleceu entre os anestesiologistas. Apesar das dificuldades que a cada dia são crescentes, o anestesiologista diminui este impacto pela sua perseverança, espírito de luta e busca pelo bem comum, seja nas suas condições de trabalho e aperfeiçoamento técnico, seja na melhor remuneração.
Equipe editorial: É importante comemorar esta data para sócio ficar mais integrado com as questões associativas?
João Aurilio: Sim. Principalmente buscando o que foi comentado anteriormente, a união. Nunca precisamos tanto estarmos unidos como agora, principalmente os colegas que trabalham para o SUS. As nossas reivindicações terão que ser com os gestores locais, seja no menor município ou no maior deles. Sozinho fica difícil negociar com eles. Daí a importância de estarmos juntos, seja dentro de nossas cooperativas (Coopanest), bem como mantendo-se sócios de nossas regionais. E o mais importante, defendermos uma mesma proposta.
Equipe editorial: Atualmente, quais são os principais desafios de um anestesiologista? Por quê?
João Aurilio: O maior desafio é mantermos a nossa remuneração justa. O outro desafio é termos condições adequadas de trabalho; melhor monitorização; acesso as melhores drogas. Os planos de saúde não têm o mínimo interesse na valoração de nosso trabalho. Visam apenas o lucro. O outro desafio depende de nós – mantermo-nos atualizados. Se você é sócio da SBA e de sua regional, tem esta tarefa facilitada pelos programas de educação continuada, biblioteca virtual, cursos,? edição de livros, e, em breve, teleconferências. Afora as jornadas e congressos realizados.
Equipe editorial: Quais são as dicas que o senhor daria para um profissional que está começando?
João Aurilio: Associe-se a SBA e a sua regional estadual. Se tiver cooperativa, junte-se a ela. Seja um ser associativo. Acompanhe as decisões reivindicatórias de sua sociedade. Sozinho você será presa fácil. Não veja só o hoje. Agindo assim amanhã você verá que foi usado como mão-de-obra barata. É justo não ser sócio e obter os mesmos ganhos daqueles que mantêm a sociedade para termos voz e vez?
Equipe editorial: No início do ano, o senhor destacou três focos principais da SBA: buscar uma parceria junto ao Ministério da Saúde para ampliar os centros de estudo da Dor; desenvolver a medicina perioperatória; e fortalecer a aproximação com o sócio da SBA. Como está cada uma destas propostas?
João Aurilio: Desencadeamos o processo de definição das políticas de dor e cuidados paliativos junto ao Ministério da Saúde que estava adormecido. Já tivemos várias reuniões com este propósito. Estamos fazendo parte da Comissão técnica para reformulação de portarias do MS referentes a dor e cuidados paliativos; definição das estratégias; definição dos serviços em grau de complexidade; definição da relação de medicamentos a serem disponibilizados e principalmente do rol de procedimentos que deverão ser remunerados pelo SUS e em quanto remunerar, logicamente este dentro da realidade do SUS. É um avanço. A medicina perioperatória e a aproximação com o sócio é um trabalho a médio e longo prazo que estamos perseguindo.
Equipe editorial: Quais são as principais perspectivas da SBA para 2007?
João Aurilio: Com certeza daremos continuidade aos programas em curso e consolidando aqueles que estão em vias de implementação. O Dr. Ismar Cavalcanti que deverá nos suceder, está com o nosso apoio desenvolvendo um planejamento estratégico para 2007. Vejo isto com interesse pois deverá abrir novos horizontes para SBA.
Enfato Comunicação Empresarial
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